Ecologia

À minha volta um monte de velhos demasiado ambiciosos queixam-se de não saber o que fazer com toda a merda que acumularam, sem ainda assim cessarem de querer mais e mais coisas, sempre insatisfeitos e a reclamarem de barriga cheia, vergados pelo peso da responsabilidade de terem de tomar conta de toda a merda que foram acumulando ao longo de anos. Fiz quarenta anos. e sei fazer contas. Estou no meio da vida, dobrei o ponto médio, por isso chegou a hora de voltar para trás. Se até aqui fui abrindo a minha vida às possibilidades, à novidade, ao querer, agora é hora de começar a diminuir, a limitar, a encerrar capítulos. Se até aqui fui acumulando tralha, a partir de agora devo começar a desfazer-me dela até morrer. Não me iludo e não quero deixar para os outros a limpeza da sujeira da minha vida. Devo progressivamente diminuir a minha pressão sobre o mundo, ocupando cada vez menos espaço, deixando-me de ideias mirabolantes ou de planos ambiciosos. Amor e uma cabana. E livros. Mas não me levem a mal se não o conseguir.

O complemento já não é directo

Tenho um texto para terminar há meses. Tento escrever sem pose, sem querer parecer, sem inventar, escrever para os outros como se fosse para mim. Não tenho grande coisa para dizer, eu sei, apenas sequências de vida banal e os pensamentos que me atormentam. Não tenho perigos, aventuras, grandes alegrias ou razões para chorar, apenas mediocridade. Não há conflito, não tenho nada para mostrar em vez de explicar. Devo por isso calar-me? Como todas as mães, domésticas e donas de casa antes de mim? Viver sem sair de casa é como viver sem sair da própria cabeça, perdida num labirinto familiar que se prolonga e se repete infinitamente. Escrevo mal: dou erros, demasiadas discordâncias, adoro o ponto e vírgula e os travessões, frases que derivam e derivam e derivam e nunca mais acabam. Gosto do Apesar, do Contudo, do Mas, das preposições simples, a ante após até com contra de desde em entre para perante por sem sob sobre trás, do nome predicativo do sujeito. A Ana é puta. Puta não é complemento directo. Directo agora é direto, rima com espeto.

diário #20210716

Esta semana achei que ia entrar em combustão espontânea. Não por causa do calor, abençoado por me libertar de algumas dores, mas pelo excesso de trabalho, de eventos adiados, de pequenos equívocos, marcações, agendamentos e fait-divers que ocuparam o que restava do meu reduzido espaço mental. Se já me sentia uma moradora de aviário de subúrbio, agora sinto-me uma galinha poedeira de gaiola, daquelas que foram proibidas pela União Europeia há uns anos. Vivo sem sentir o chão, o dia inteiro a pôr ovos uns atrás dos outros, enquanto como e cago e mijo quase sem sair do sítio. Felizmente o dinheirito cai todos os meses, contado ao tostão e meticulosamente dividido entre destinos pré-determinados, água, luz, gás, paz, pão, educação. O subsídio de férias, abençoado, servirá para saldar seguro, selo e revisão do carro, esse luxo que me permitiria chegar ao local de trabalho em 10 minutos (em vez de uma hora e dezassete, caso optasse pelos transportes públicos) não estivesse eu em teletrabalho há mais de uma ano. Toda a gente que me rodeia quer dizer-me o que EU devia fazer. Eu só penso que ainda não tive férias este ano e que nunca fui nem a Punta Cana nem ao Samouco.

Renúncia

Depois da Ivone Mendes da Silva fui buscar outra diarística. Quando a li pelo primeira vez, era mais nova do que ela. Ao ler este livro apercebi-me que entretanto já passei para o outro lado, sou agora mais velha do que ela era quando escreveu isto.

Laborar em erro

Influenciada pelos livros que fui lendo na minha juventude, fiz tudo o que um jovem homem branco devia fazer para ter sucesso. Os resultados não foram os esperados, os que vinham nos livros. Fui gozada, mal-entendida, denegrida, posta de parte, usada como bode expiatório. Fui considerada um monstro, uma aberração, uma arrogante, quem ela pensa que é. O meu erro não foi tanto da abordagem como do corpo que uso para viver, uma miúda a pensar e a comportar-se como um jovem homem branco, quem é que ela pensa que é?

Maldizer

Mais do que a maledicência, o que me incomoda na maior parte das interacções na web, é a forma absoluta, alarve e voraz com que é feita. Sempre gostei de uma boa crítica negativa, fundamentada, escrita com humor, fair play e jactância q.b., mas essas passaram a ser raras, sobrepostas pelos grunhidos e varapaus das certezas absolutas.

À espera de godot

Não consigo parar de pensar na viagem que não fiz com o meu filho a um parque temático em Espanha no ano de 2019. Não consigo parar de pensar que nunca voltaremos ao normal. Que ele nunca voltará a ter 5 anos, que nunca voltará a estar livre da ansiedade de não tocar em nada, de não se aproximar das pessoas. Não consigo parar de pensar em como nunca voltaremos a estar colados com suor a estranhos, enquanto saltamos em uníssono. Não consigo deixar de pensar nas variantes que vão aparecer, cada vez mais contagiosas, cada vez mais letais, e que progressivamente deixarão de ser amenizadas pelas vacinas, que passaremos a ter de actualizar anualmente. Não consigo deixar de pensar que esperamos em vão pela normalidade, adiando a vida, dia após dia.

Neutralidade

Uma história que permite qualquer tipo de interpretação, escrita como um horóscopo de forma a servir de álibi a tudo e mais qualquer coisa, é uma história cobarde. A neutralidade, deixar tudo ao discernimento do leitor, é um jogo muito perigoso.

How to do Nothing

“Everybody says that there is no censorship on the internet, or at least only in part. But that is not true. Online censorship is applied through the excess of banal content that distracts people from serious or collective issues.”

“It is with acts of attention that we decide who to hear, who to see, and who in our world as agency. In this way, attention forms the ground not just for love but for ethics.”

“In short, it leads to awareness, not only of how lucky I am to be alive, but to ongoing patterns of cultural and ecological devastation around me — and the inescapable part that I play in it, should I choose to recognize it or not. In other words, simple awareness is the seed of responsability.”

How to do Nothing — Resisting the Attention Economy, Jenny Odell

diário #20210620

Esta semana consegui almoçar num dos meus sítios favoritos, dentro do carro no parque de estacionamento do Lidl. Dá-me paz de espírito. Parece-me que adoptei inconscientemente a espera pela vacina como um objectivo de vida, uma cenourita para me fazer chegar uns metros mais à frente. Apaziguou-me a angústia, preencheu-me o vazio existencial, e agora ando preocupada com o que terei de arranjar a seguir para continuar a fazer rolar os dias sem sofrimento, um qualquer entretém. Não tenho prazer em quase nada, caí no caldeirão da obrigação quando era pequena, qualquer acção, mesmo que gere satisfação, me parece apenas mais um item do rol dos afazeres quotidianos que devo completar, só a imobilidade me traz verdadeiro bem-estar. Não consigo deixar de pensar no Fulgor Instável das Magnólias, estou quase a recomeçar a leitura, só para me apaziguar. Não gosto de usar a palavra vício e viciante, mas ficou-me uma necessidade muito forte de voltar a consumi-lo. Quem teve pais extremosos tem muita dificuldade em aceder a uma parte considerável da experiência humana que é ter uns pais de merda. Tenho lido pouco, o meu discurso é incoerente, remo num mar de palavras sem sair do sítio. Tenho um texto para acabar e não consigo ver claramente o que posso ainda mais dizer sobre o assunto. Li dois livros muito bons esta semana, mas não tenho excertos porque ainda não aprendi a dobrar os cantos aos livros digitais. “How to do nothing, resisting the attention economy” e “Craft in the real world”. Não tenho vontade de falar nem de escrever, só o silêncio e a imobilidade me confortam.

diário #20210610

Comprei um pacote de sementes no Lidl e lá dentro vêm uns pinhões arredondados que mais parecem carraças. Estou quase a ver-me livre da necessidade de exigir aos outros, da mesma forma como sempre me exigiram a mim. Ainda me falta aprender a não ver tudo como uma obrigação, mas lá chegaremos. Já cortei com o hábito de tentar fazer tudo perfeito, fui me deixando errar bastante para me habituar e não estou arrependida. Tenho ainda de aprender a receber elogios sem os deflectir e sem parecer arrogante. Achei que deixando de beber café iria tremer menos, mas isso não aconteceu. Já tive vergonha que me confundissem com um alcoólico até tomar consciência que nada em mim é superior a um alcoólico e que por isso não devo ter vergonha nenhuma. Ao ler um texto muito mal traduzido lembrei-me do que um professor que tive costumava dizer “uma orquestra dirige-se, um filme realiza-se, das mentiras apercebemo-nos”. Apercebi-me esta semana, por causa da quantidade de colegas que estão de férias, que não é o excesso de trabalho que me stressa, mas o constante ping! do email e do chat que usamos para comunicar. Na tv os mesmo entrevistam os mesmos, num 69 perpétuo. Por todo o lado escândalo e gozo com o artista que produziu e vendeu uma obra imaterial. Como se todos os dias não se comprassem e vendessem bens imateriais, como se um fato da Boss feito em Santa Maria da Feira fosse igual de um fato da Maconde feito em Santa Maria da Feira, como se um quadrado com fita adesiva no chão fosse muito diferente de um urinol ou um quadrado preto pintado sobre um fundo branco, como se não existissem indemnizações por danos morais, como se todas as Start-ups valessem o dinheiro que os fundos de investimento lá enterram, como se resolver certos problemas com dinheiro não fosse apenas uma forma de manter a imaterial sanidade mental, como se 1 milhão de seguidores no instagram não tivesse qualquer valor, como se o acto simbólico de comprar uma coisa só porque se pode não fosse a cereja no topo do bolo do late-stage-capitalism. Mais do que estar com pessoas, sinto falta da aleatoriedade, de ouvir conversas nos transportes públicos, de ver sítios novos e coisas casuais a acontecerem. Da janela vejo os gladíolos da vizinha, que de tantas flores e tanto peso se projectam na horizontal em vez de na vertical. Nunca tinha tido a experiência de ver um texto meu editado (não no sentido de publicado, mas sim analisado e melhorado) por um profissional, e é, como diria o Fernando Mendes, um espectáaaaaaaculo.

Rapariga, Mulher, Outra


terá de passar horas ao telefone a ouvir a mãe lamuriar-se
porque ela é a psicóloga da mãe, sempre foi e sempre será
é esse o fardo dos filhos únicos, pior ainda se forem raparigas
que, por natureza, são mais de cuidar.

de Rapariga, Mulher, Outra, Bernardine Evaristo

Não sei porque demorei tanto tempo a pegar neste livro, talvez por ser pesado e me doerem os braços, tomo decisões baseadas em pequenos nadas como este, ridículo. É um livro cheio de humor e compaixão, que mostra a diferença apontando para o que é comum. Devia ser obrigatório, acho que já disse isto demasiadas vezes sobre demasiados livros. Tenho cada vez mais dificuldade em falar de livros de que gostei muito, devia usar um ranking com estrelinhas eu sei, olhem, vale um leitão, um presunto, uma travessa de ameijoas e 2 sapateiras com torradas com manteiga.

Set, game, match

Quando é que uma relação se torna insuportável? É preciso uma grande afronta, ou pequenos nadas todos os dias conseguem destruí-la? Qual o limite da auto-estima? Em que momento a vantagem de estarmos acompanhados deixa de compensar a desvantagem de sermos mal-tratados? Todos temos pontos-de-não-retorno diferentes e nem sempre sabemos quais são até chegarmos lá.

https://visao.sapo.pt/atualidade/sociedade/2021-06-04-o-pequeno-bully-uma-historia-de-bodyshaming/

(obrigada à Mariana, por me chamar a atenção para isto.)

diário #20210606

Apercebi-me que há sempre algo desagradável em tudo o que escrevo. Revelo sempre mais do que devia, mas não tenho por objectivo chocar. Se é para escrever, mais vale tentar dizer alguma coisa que ainda não tenha sido dita, mesmo que não o consiga. Se sou desconfortável, é porque o conforto não me faz pensar. Invariavelmente corro à volta de mim própria procurando morder o rabo. É muito cansativo ser adequada, já o tenho de fazer demasiadas vezes para ainda ter de escrever assim. Gostava de ser daquelas pessoas genuinamente boas que vêem beleza e bondade em tudo. Eu vejo padrões em tudo, como os malucos. Nos filmes, quando as pessoas têm pesadelos, levantam-se abruptamente e abrem muito os olhos, ficam sentadas na cama a respirar rapidamente. Nunca faço isso e tenho dificuldade em acreditar que a maior parte das pessoas o faça. Em adulto, o sexo parece-se cada vez mais com esgrima, um desporto para entreter, e não uma luta de navalhas entre a vida e a morte, como na adolescência. A necessidade foi-se, divertimo-nos e temos prazer e isso terá de bastar. A maior parte das fotos no meu telefone são printscreens de livros recomendados por pessoas que vou recolhendo em entrevistas e contas de instagram. Estou a ler demasiados livros ao mesmo tempo. Comecei o “Pintado com o pé” não-ficção da Djaimilia Pereira de Almeida, mas ainda não consegui terminar, os dois últimos ensaios que têm origem nas teses de mestrado e doutoramento da autora, são demasiado complexos e abstractos para os conseguir ler à noite antes de dormir. Comecei então o “Rapariga, Mulher, Outra” da Bernardine Evaristo e é muito muito bom. Entretanto aproveitei uma promoção para comprar em ebook um livro que queria ler há muito tempo, mas que era demasiado caro, “How to do nothing — Resisting the attention economy” da Jenny Odell, e já vou a meio, trouxe-me bastantes inquietações sobre este modo em que vivemos, abdicando do controlo da nossa atenção. Lembrando-me da velha máxima em publicidade “if the product is free, the product is you” apetece-me deixar de consumir coisas grátis, voltar a ter o controlo sobre o que quero ou não ver, não emprenhar pelas orelhas só porque é de borla, mas também percebo que é uma luta inglória, um jogo viciado em que já é demasiado tarde para as minha opções terem impacto no que quer que seja. Vou refazendo a lista para a Feira do Livro e aguardo serenamente a minha vez de ir à pica.

Meia-idade

Perceber que só voltarei a ver certas pessoas em funerais, e como aquelas casas de apostas macabras começar a fazer listas mentais de quem morrerá a seguir.

Very Stable Genius

Começo a duvidar da minha sanidade porque me sinto demasiado estável (os malucos são os únicos que acham que não são malucos). Os comprimidos de Omega-3 devem estar mesmo a fazer efeito, em breve serei uma pessoa normal, sem quaisquer dúvidas ou enganos. Enfim, uma cavaquinha.

diário #20210528

O filme Thelma and Louise fez 30 anos e continua a ser um dos meus filmes preferidos. Vi-o demasiado cedo, mas fez-me bem. Sempre vi e li antes do tempo, muitas vezes às escondidas. Desde janeiro já adicionei 57 livros à lista dos que gostava de ler, aproximadamente o dobro da minha capacidade actual de leitura. Tento ler 50 páginas por noite, quase como um remédio, para não me esquecer das palavras, para não me esquecer do ritmo. Às vezes apetece-me deitar tudo fora, roupa, livros, pratos, coisas, destruir tudo e começar do nada com um prato, uma colher e uma muda de roupa. Felizmente à velocidade que essas ideias me atacam, também se vão embora, ficando a certeza que nada mudaria com toda essa mudança. Questiono-me tanto e ponho em causa tanta coisa que às vezes nem sei quem sou. Só sei que sou plural e incongruente. Passei metade da vida a ouvir raspanetes que não eram para mim, e sinceramente estou farta. Mil vezes ouvi os professores ralharem para toda a turma como se todos tivéssemos igual culpa no cartório (não que eu nunca fizesse merda, mas sabia fazê-las pela calada e nunca era apanhada). Aborrece-me receber emails reply all com repreensões que não são para mim. Perdi a minha saúde à conta de tentar ser perfeita e continuo a ouvir reprimendas sobre coisas de que não tenho a culpa. Não serviu de nada tentar ser perfeita. Escolho que livros ler com base nas prateleiras que ainda estão vazias, brevemente terei de ler alguns europeus que é onde ainda tenho espaço. Depois o ebook reader tratará de conter tudo o que eu quiser ler. Não aguento mais trocadilhos nos nomes das coisas, esgotei o plafond quando trabalhava em publicidade. Gosto de ver no instagram a Dona Dolores a merendar no interior de um avião privado, é daquelas coisas que anima logo o meu dia.

Tensão

“Geramos tensões, hoje mais do que nunca, que agoniam, e depois, se formos suficientemente bons no que fazemos, e talentosos e atentos, deixamos que o público vomite.
Cada tensão busca o legítimo desfecho, seguindo-se o alívio e a descontração.
Daí resulta que não devemos nunca gerar tensão, seja do ponto de vista estético ou do prático, que não possa depois ser libertada. Não havendo esse momento, o trabalho artístico ficará incompleto, a meio do caminho. E na vida real, como é sabido, não libertar a tensão pode levar à loucura.”

Ray Bradbury, O Zen e a Arte da Escrita

O verdadeiro artista

Sempre que ouço alguém dizer “tive liberdade total para criar o que me apeteceu” fico um pouco desiludida. Quando os artistas produzem de si para si próprios, sem intenção de comunicar com o outro, o resultado é normalmente masturbatório. Acredito que seja muito divertido fazer coisas ao calhas, sem inputs externos, sem preocupação de transmitir alguma coisa a quem estará do outro lado, sem traduzir uma verdade, um pensamento, uma emoção. Para mim, um verdadeiro artista não é quem sente liberdade total para criar, mas quem precisa muito de transmitir alguma coisa aos outros. Fazer por fazer, de si para si próprio, não é arte, é um passatempo. Lembrei-me disto a propósito daquele programa de televisão do Bruno Nogueira, que deve ter sido extremamente divertido de produzir, mas que não me comunicou absolutamente nada. Um exercício escolar, de treino e repetição, como alguns trabalhos que fazíamos na faculdade para cumprir calendário, demonstrarmos “criatividade” e termos direito a uma nota. Quando já estamos bêbados e experimentamos pôr piri-piri no pudim estamos a ser sem dúvida muito criativos, mas apenas isso e nada mais. Mas ainda bem que há pessoas que não pensam como eu.

Sobre revisão de textos mas não só

É muito mais fácil apontar os erros dos outros do que os nossos. As caixas de comentários estão cheias disso. É muito difícil olharmos para o espelho e vermos o que está lá realmente em vez do que queremos que lá esteja. Raramente leio o que escrevo. Se percorro um texto que escrevi, tudo me parece bem. Os olhos sabem o que quis dizer com os dedos, não encontram erros porque não lêem o que está escrito mas sim o que eu quis escrever. Quando pagino um texto de outra pessoa, as gralhas saltam como pipocas. Como não sei o que a outra pessoa queria dizer antes de o ler, encontro tudo aquilo que não devia estar lá.