Estilo não usar lixívia, quem não tem cão caça com rato ou verde código verde*

Estou farta de trocadilhos, de livros com trocadilhos no título, de livros de poesia com trocadilhos no título, de livros de poesia com trocadilhos envolvendo expressões idiomáticas no título, de livros de poesia com títulos corriqueiró-blasé, de livros de poesia com trivialidades quotidianas no título. Tenham lá paciência, essa moda já deu o que tinha a dar. Antes frases sem nexo. Estou a ficar uma chata, é o que é.

*inventei agora, mas aposto que existem, nem vou procurar, senão ainda se me rebolam tanto os globos oculares que fico a olhar para a mioleira o resto do dia.

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Que livro

Este livro é tão bom. E o título e a capa não dizem nada sobre ele.

Ah, o Natal

Aquela época do ano em que pessoas com a boca cheia de lições de moral e citações do principezinho passam mais tempo nos shoppings do que com a família.

Ainda me resta alguma ingenuidade

Todos os dias, às nove da manhã, nas traseiras do meu local de trabalho, o funcionário de um talho fuma a sua ganza. No café, há quem beba favaios. Exprimo a minha surpresa por alguém conseguir trabalhar ganzado ou bêbado àquela hora da manhã. A minha colega corrige-me: é precisamente o contrário. Sem a ganza ou o álcool é que eles não têm ânimo para ir trabalhar.