Diário #20190611

Doem me os dedos e a anca. Há pouca gente no comboio e no metro. Ganhei o hábito de ler enquanto ando, subo escadas, desço escadas. As pessoas não gostam disso, atrapalho as porque não vou a correr como elas. Estava tão concentrada no “Tempo das cerejeiras em flor” que me ia esquecendo de sair do metro. É sobre uma mulher que faz as mesmas coisas às mesmas horas todos os dias. Dei um salto da cadeira quando vi as portas do metro abertas e o revestimento em pedra amarelado da estação da Alameda. O meu coração passou toda a manhã a bater demasiado depressa. Hoje vou sair da estação por uma porta diferente.

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