The worm at the core

Passei as últimas semanas a ler e a riscanhar incessantemente este livro, que em meia dúzia de páginas se tornou um dos livros mais importantes da minha vida. Este livro conseguiu o que anos de psicoterapia, um sortido variado de comprimidos e milhares de doses de gelado de chocolate não conseguiram antes: apaziguar-me. Tem por base a terror management theory que, se bem entendi, diz basicamente o seguinte: o que nos distingue dos animais é a consciência da morte, e que controlar a ansiedade que daí advém é a força motriz do comportamento humano e causa primordial do que designamos por sociedade. Todas as minhas dúvidas existenciais se dissiparam, toda a minha ansiedade se libertou, sou uma pessoa mais leve e durmo melhor à noite. Não acreditam? Nem eu acreditaria se me contassem, mas é verdade, foi o que me aconteceu. Partindo da evolução darwiniana como a sobrevivência do mais apto/adaptável/esperto, uma das coisas que sempre me inquietou foi a razão para ao longo de tantos séculos existirem na maioria das sociedades humanas códigos de honra. Porque se valorizou durante tanto tempo a verdade e a honestidade? Ora o livro explica isso. Explica também porque é que quando as pessoas são permanentemente bombardeadas com a preocupação com a morte (olá covid! olá cmtv!) as pessoas tendem a virar-se para valores mais tradicionalistas, egoístas, e xenófobos. Não só explica como apresenta dezenas de estudos científicos que o comprovam, visto que estes senhores não fizeram mais nada na vida durante os últimos 30 anos, e o que eu adoro psicologia experimental. Este livro explicou-me a minha vida, e finalmente agora posso viver em paz.

6 pensamentos sobre “The worm at the core

Os comentários estão fechados.