Desculpas e consequências

Acho que finalmente encontrei o dispositivo narrativo para contar a história que quero contar. Estou muito contente comigo própria, mas não há ninguém a quem eu consiga explicar porquê. É muito raro eu ficar contente comigo mesma. Não tenho tempo para escrever, tenho dois empregos, tenho aulas, um filho, demasiado sono, cansaço e preguiça, mas sobretudo uma excelente capacidade para inventar desculpas para não fazer o que realmente gosto. Para os deveres não arranjo desculpas, faço-os e pronto. Quando tinha 17 anos concorri a um prémio literário e prometi-me que se ganhasse ia começar a escrever a sério e tentar ser escritora. Ganhei e nunca mais escrevi. Espero ter ainda 10 anos de vida para conseguir escrever o livro que já tenho na cabeça. 10 anos, é essa a minha meta. Espero até lá deixar de ter medo das consequências.

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