Agora estou a ler este

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Um daqueles branquinhos da secção “gestão for dummies” ou “autoajuda para gestores”, mas que aborda um assunto que me interessa e sobre o qual já li vários livros (“Small Data” Martin Lindstrom e o “Weapons of Math Destruction” da Cathy O’Neil”), que é a importância que se dá à recolha de dados. Este aborda a forma como é preciso um “salto de fé” para criar inovação, que as grandes descobertas têm por base a imaginação e não apenas a análise intensiva de dados, e a forma como estamos a desperdiçar ideias e soluções só porque não temos uma montanha de dados para as corroborar. E é bom para trazer na mala porque é levezinho.

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8 pensamentos sobre “Agora estou a ler este

  1. Tenho uma relação de amor-ódio com livros inspiracionais que nos dizem como ‘saltos de fé’, ‘ir contra a manada’, ‘pensar fora do pensamento fora da caixa’ são aquilo que efectivamente distingue os bons dos excepcionais. Amor porque uma partícula de mim vê reafirmada a noção de que fazer a diferença se consegue conjugando o que há de bom naquilo que se faz bem, com a capacidade de o fazer de forma inovadora/diferente. Ódio porque a muitas vezes a incapacidade de o conseguir (projectando a culpa nos outros, no sistema, na envolvência, nos bruxos, etc) é um espelho de que se calhar essa genialidade é coisa que não me assiste.

    Ainda assim, gosto de ter a noção do estado da nação, superando até alguma resistência a determinadas correntes (por exemplo, o livro do Ricardo Araújo Pereira sobre humor, não é para ter piada é para compreender e até debater várias variantes da compreensão e ‘execução do humor’, mas tive que o folhear para chegar a essa conclusão e superar os anticorpos de – oh não mais um livro compilando crónicas e piadolas de ocasião)

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    1. A expressão “salto de fé” é minha, o livro não é desse tipo de achar que consegues tudo se “acarditares”.
      No “Small Data” do Martin Lindstrom ele explica bem como é que descobre as tendências de consumo escondidas nos comportamentos das pessoas, e como só uma análise pessoal, cultural, minuciosa e qualitativa lhe permite entendê-las, porque não transparecem nas estatísticas e “big data”. Acho que são livros que querem mostrar que a inovação não se encontra apenas através da análise de números e trends do google.
      O livro do RAP é muito fixe, pena ser tão pequeno.

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      1. Boa, porque a ‘tribo’ do big data é um fartote neste momento e eu até acredito nas vantagens na análise sistemática de comportamentos para prever/estimar a forma como impactamos os outros, quer através de comunicação, quer através de tudo e um par de botas que existe para servir/ser funcional em ligação às pessoas. Mas, por outro lado, se toda a gente se basear super maioritariamente em big data, os outputs (aí mais ao nível de comunicação) vão tender a ir todos pelos mesmos caminhos. E, se te quiseres diferenciar, aí uma análise sociológica bem pertinente, pode ajudar a ‘desdobrar’ comportamentos noutro sentido. O desafio é, quando todos fazem zig para fugir do zag, tu já estares a pensar no zag que vem depois desse zig ;)

        Podcasts, és consumidora?

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      2. Revisionist History, do Malcolm Gladwell. A voz é ligeiramente sonolenta, mas são meias horas e tem alguns temas interessantes. Se só der sono, usa em situação de necessidade de puxar pelo mesmo ;)

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