Chantilly

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Estou a meio do “Crónicas do Mal de Amor” da Ferrante, mas precisava de descansar da tareia que aquilo é. Comecei a ler este ontem na cama e para mal do indivíduo que dorme na metade adjacente da cama, estive com a luz acesa até o acabar.
O tema pode ser o mesmo mas a escrita é mais estilizada, mais distante e por isso menos sufocante. Fragmentário mas denso, curto, cirúrgico, reconfortante sem ser condescendente. Soube-me mesmo bem ler tudo de enfiada, foi como meter uma lata de chantilly na boca e apertar o gatilho.

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