The best cancer joke ever

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Dia de São Conteúdo

De repente, toda a gente celebra todos os dias alguma coisa. Há dias para tudo. Dia do Manuel, da Maria, do beijo, dia das cadeiras, dos tomates, só falta o dia do caralhinho mais velho. Tanta gente que é paga para cagar merdas produzir conteúdos todos os dias para encher tempo de antena e páginas de facebook que não acrescentam nada ao mundo a não ser palha condescendente e dias comemorativos da catatonia das massas.

diário #20170531

Já não me chega passear no jardim, ouvir os pássaros entremeados com os carros. Preciso de natureza sem prédios, de silêncio sem interrupções. Preciso do nada, de começar do zero, de uma cama, uma mesa, uma cadeira e ir lentamente acrescentando as poucas coisas de que realmente preciso. Preciso de não ter, de não precisar, de estar parada, calada. Podia ter sido monja contemplativa mas tenho uma quezília com deus.

Professora primária

Entre os 3 e os 8 anos tive uma professora que me disse “não te metas, não estejas a defendê-lo que ele não precisa de advogado de defesa”. Fiquei tão magoada, eu que só queria ajudá-la a perceber a profunda injustiça que estava a cometer, o miúdo era tímido, falava pouco e nunca se defendia. A partir daí, como boa menina, fiz o que ela disse, nunca mais defendi ninguém, nunca mais me meti. Só agora percebo o mal que fiz. E o que isso me fez.