Já não lia bonecos há algum tempo


Isto não é um livro, é uma curta-metragem.

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13 thoughts on “Já não lia bonecos há algum tempo

  1. Muito janota, que é, pena é ter três pontinhos negativos: uma falha grave, para bd, de revisão; um anacronismo que ainda vou tentar esclarecer, mas acho mesmo que é anacronismo de quem nasceu já depois da década de oitenta e não sabe; e um preciosismo meu muito a ver com criminologia e de ser fã do Dexter. Queres que elabore?

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      1. Não tenho o livro aqui, não posso remeter para a página, e vai um bocado de cor.

        1) há um personagem, tipo barbudo, com nome de terra – Palmela ou Tondela, acho que é Tondela – e num determinado quadradinho o boneco do Tondela diz para outro qualquer coisa como ” ó Tondela tal e tal”. Fiquei com um nó no cérebro e estive à vontade nos quinze minutos ali a folhear para a frente e para trás para ver se estava enganada ou não. Na altura conclui que não estava enganada, era o Tondela a dirigir-se ao Tondela. Erro de argumento, desenho, balonismo? Não sei. Mas passou a esta gente toda, e isso não entendo como é possível.

        2) mais adiante o mesmo Tondela fala em beber um uísque com perrier. Nota: nos anos 70 e 80 era hábito muito enraizado ver uísque com água, normalmente gaseificada. Mas a perrier só se tornou uma bebida conhecida em Portugal nos anos 90, finais dos anos 90. O uísque era com água castelo, e águias gaseificadas eram vidago, pedras, castelo, e schweps, claro, só que esta era tônica e não se usava com uísque. Isto no meio em que cresci, da classe média remediada. Ora o Tondela não era emigrante – o que explicaria a referencia à perrier, mas ninguém vinha de França para fazer a colonial, pelo contrário, o caminho era precisamente o inverso – e não era de uma classe social que, nos anos 70, acedesse a bebidas importadas ( eu nem me lembro de a ver nos cafés ou supermercados, e olha que me lembro de imensas, até de uma que era a gasosa bem boa, a BB), até adianto que antes de meados dos anos 80 não havia coca cola como há hoje. Nos anos 70 isto aqui era a maior indigência. Até vou investigar melhor, mas achei um anacronismo.

        3) esta é só uma discordância em termos de opção artística ou gráfica, mas pronto. Lá para o final do livro achei que o pessoal estava com um ar muito limpo e lavadicho. É isto depois de várias situações que implicam um blood spatter considerável, pronto. Já nem falando de entranhas pelos ares, quando falamos de minas terrestres. E se o sangue é difícil de tirar, da roupa e pele, principalmente se seco. Tivessem perguntado a uma mulher, lol. Pronto, achei que coise.

        Tudo dito, gostei imenso, é uma bela história. Mas li depois de terminar uma americana (preacher) que é uma coisa assim mêmo, mêmo a sério, e na qual um erro do tipo um ou dois seriam fatais. Ou impossíveis, que naquela terra se leva a bd muito a sério. E chateou-me tanta loa, tanto elogio a este, e ninguém ter reparado num erro de balonagem, ou argumento, u desenho tão crasso? Bitch. Uma pessoa mal intencionada até fica cm a ideia que há por aí cliques de artistas intocáveis e que é por isso que Portugal não sai da cepa torta nem entra em internacionalizações artísticas. Sejam sérios, pá.

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    1. Obrigada pela crítica detalhada!
      Às vezes também vejo erros desses que me fazem questionar se alguém reviu as obras antes de serem editadas.
      Quanto ao ar limpinho não é um problema só dessa BD, acho sempre piada em certas séries e filmes quando o pessoal passa o tempo todo à porrada e não sangram nem suam. Mas na BD tem a agravante de não precisarem de uma equipa de efeitos especiais para fazerem a coisa um pouco mais realista.

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  2. Olá a todos! Obrigado por lerem.

    1- erro de balonagem (todas as primeiras edições têm erros! Juro!) Está corrigido na 2ª. Peço desculpa.
    2- Perrier era a água que os soldados portugueses bebiam na guiné, em 1972, não é um erro.

    beijos e abraços a todos.

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    1. Filipe, obrigada pelos esclarecimentos, muito a sério.

      E, já agora, quero deixar aqui a minha mais profunda admiração e vassalagem ao autor de uma das melhores – se não a melhor – série portuguesa de sempre, Um Mundo Catita. Quero mais, sff. E edição em dvd, se não for pedir muito, que o meu irmão nunca apanhou na tv e queria oferecer-lhe.

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    1. (inserir reacção completamente adolescente, tipo OMG,OMG)

      Filipe, nem tenho palavras. E é raro. Muito obrigada pela oferta.

      Juro que não estava a lançar um “isco” ou ao crava, eu compraria de bom grado, que é mesmo uma série muito boa e merecia ser acessível. Não sei se os custos de produção e distribuição o impediram ou não compensavam; se assim for tenho pena, que quem produz merece colher os frutos/direitos da sua criação.

      Mais uma vez, muito obrigada. E um bom espectáculo do Deixem o Pimba em Paz, que o meu irmão vai ver pela primeira vez (e eu, muito provavelmente, pela segunda).

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