Cada um sabe de si…

…mas se por acaso estás a concorrer a um emprego, tipo,  que consiste, tipo, basicamente, em escrever, tás a ver, se calhar, tipo, não é muito boa ideia, sei lá:

a) dizeres que não gostas de ler

b) escreveres frases sem sujeito ou predicado. Ou sentido. Tipo esta. E esta.

c) dar erros otorgráficos

Mas cada um é como cada qual. Vê lá isso. Yo.

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Da maneira que isto está

Vou ter de começar a acordar 15 minutos mais cedo para tossir. É que eu não tenho tempo para tossir, passo o dia atrasada por causa do tempo que perco a tossir. E a assoar-me. Já vou na quinta gripe virose neste Inverno. O meu nariz parece o rabo de um babuíno.

Tenho claramente um problema de falta de confiança

Estou a ler currículos. Já fui buscar água 3 vezes, já abri um pacote de bolachas e tenho quase uma ferida na testa de tanto coçar a cabeça. Mas estou a aprender muito. Já aprendi que ao fim de 5 anos de curso e 12 anos de profissão, já devia ter confiança suficiente para:

  • dizer que domino 80% do Photoshop
  • achar que ter um diploma intermédio prova que sou “cinturão negro” numa língua estrangeira
  • utilizar fotos minhas em fato de banho no CV
  • usar quase exclusivamente gráficos, ícones e sinalética ininteligível no CV
  • não dizer a idade porque acho que sou velha demais
  • colocar um link para o portfolio onde só tenho 1 trabalho e que não foi feito exclusivamente por mim
  • conseguir escrever que sou criativa, organizada, responsável, experiente, profissional, simpática, com bom senso, espírito de equipa, disponibilidade, iniciativa, proactividade, obcecada por objectivos, perfeccionista, versátil, entusiasta, curiosa cooperativa e dinâmica, sem duvidar que quem lê poderá não acreditar em mim
  • dizer que tenho um vasto portfolio com 3 trabalhos

Por agora é tudo, vou voltar para a Ilha da Fantasia.

Covert, layered and nice

“Because so many believe racism is an attitude instead of a violently oppressive system,  unless a white person is dressed in a hooded robe burning crosses on the lawn of a black family, they aren’t racist. We focus on the side effects not the disease. We see absolute rageful hatred as the only mark of a true racist.”

“The average white person doesn’t walk around calling black people racial slurs, at least not to our faces, but the average white person might cross the street to avoid a black man. The average white parent won’t flat out tell their child not to play with black children, but whenever the white child and the black child have a fight, the same average white parent will automatically assume that their child’s black friend is the aggressor.”

“We have to stop looking at racism as overt, simple and angry.  Most racism is covert, layered and nice.”

“Quite frankly, I think most white people are nice to black people to avoid the label of racist. They, like many of us, have been conditioned to believe that if you’re nice to black people, you can’t be called racist. They, like many of us, have been taught that racism and being racist are horrible, but they haven’t been taught what racism truly is. They, like so many of us, believe that differing political and economic ideologies are only differences of opinion and that we can all be kind to each other in spite of those differences, ignoring that maintaining slavery was a political and economic ideology.”

O artigo completo:
http://kinfolkkollective.com/2015/10/20/nice-and-racist-what-ellen-degeneres-teaches-us-about-racism/