O que vale é que os meios justificam os fins

Acabei o terceiro da Ferrante no mesmo dia que em que acabei a última série de Mad Men. Ferrante há mais lá para Janeiro, Mad Men não. O que eu gostei daquela série, caraças, mas os dois últimos episódios foram muito maus, o fim, o mais banal possível. Estou mal habituada, estava à espera de um final como o do Six Feet Under ou dos Sopranos. Foi melhor assim, nem fiquei triste daquilo acabar.

Pensando bem, a melhor coisinha que ando a ver é o Shameless (o americano, nunca vi o inglês). Camadas e camadas e camadas, vísceras, desconforto, combustível para a tola, sem ser aquelas tretas liberaloidó-condescendentes do Sorkin ou a Sartró-Cajun-xaropada de fumaça-pseudo-intelectual que é o True Detective (só vi a primeira série, poupem-me). O Shameless é para adultos, mas não por causa do sex, drugs & rock n’ roll. O Shameless é para adultos porque é preciso ter maturidade para absorver as implicações daquilo até ao tutano.

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10 pensamentos sobre “O que vale é que os meios justificam os fins

  1. O Shameless para mim é a versão inglesa – via sempre, não perdia – ficou de tal forma “entranhado” personagens/actores que não consigo apreciar a versão Americana. p ex. Frank Gallagher é David Threlfall e não consigo ver outro a vestir-lhe a pele. :)

    Muito bom também – e pela mesma altura em que via o Shameless – era o Office, também versão inglesa, com o David Brent. Até me fazia doer os maxilares. :)

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  2. Adoro o shameless. Não foi amor à primeira vista, ao início o sex, drugs & rock n’roll assustou-me. Mas a mesma crueza, nunca lamechas, acabou por me conquistar. E há sempre com um toque de humor negro a polvilhar aquilo tudo. Soubesse eu fazer também isso com a minha vida.

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  3. Eu deixei o Mad Men porque deixei de achar piada.
    O Shameless retomei na 6ª feira, a season 1, pela 3ª vez e vamos ver se é desta.
    O True Detective foi das melhores series que vi.

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